segunda-feira, 31 de maio de 2010

Paulistas dominam a Bahia no Billabong Brasileiro

Galera sobe ao pódio da categoria Júnior. Foto: Fabriciano Jr.
Billabong Brasileiro
Por Yordan Bosco em 30/05/10 17:45 GMT-03:00

Depois de três dias de disputas acirradas na praia de Jaguaribe, Salvador (BA), foram definidos na tarde deste domingo (30/5) os campeões da primeira etapa do Billabong Brasileiro de Surf 2010, que define os títulos brasileiros por equipe e de seis categorias de base do surfe brasileiro.

Depois de dois dias de liderança catarinense, São Paulo virou o jogo nas primeiras baterias do dia e largou na frente em busca do terceiro título nacional consecutivo.

Dos 175 atletas inscritos na competição, 24 chegaram às baterias decisivas, depois de superarem os adversários e as ondas agitadas pelo forte vento Sudeste, nos dois primeiros dias de prova.

Já com o vento ameno e ondas de boa qualidade, com cerca de 1 metro, brilharam no início da tarde de domingo, as estrelas de Gutemberg Silva (Open), Filipe Toledo (Júnior), Estefany Freitas (Feminino Open e Júnior), Deivid Silva (Mirim) e Lucas Silveira (Iniciantes).

Depois de vencer a Júnior, Filipe Toledo, 15 anos, expressou um sentimento bem ousado, que condiz com a atitude na novíssima geração do surf brasileiro, ao ser questionado sobre a responsabilidade de substituir nomes como Jadson André, Gabriel Medina, Alejo Muniz e Miguel Pupo (que saíram deste circuito nos últimos três anos e são destaques internacionais).

“A responsabilidade é grande, mas estamos nos preparando para isso. A base que a maioria deles saiu são as mesmas minhas, os circuitos brasileiro e paulista amadores. Portanto, queremos ser igual ou bem melhor que eles”, dispara Toledo, com a mesma ousadia, maestria e determinação que surfou as ondas de Jaguaribe durante os três dias do evento. Filho de peixe, Filipe é filho do campeão brasileiro profissional de 1993 (Ricardo Toledo) e irmão do surfista profissional Matheus Toledo.

Uma das maiores apostas da competição e do surfe brasileiro, Toledo impressionou em todas as baterias que disputou. Na final Júnior, em especial, ele mostrou frieza na escolha de ondas e radicalidade na execução das manobras. Resultado: liderou de ponta a ponta e fez 13.67 pontos, o maior score de todas as baterias finais. E não foi fácil, pois seus adversários na decisão, Diego Micherref, Cauê Wood e Maheus Navarro, não estavam pra brincadeira durante a competição e mostraram que ainda vão dar muito o que falar.

Já na final Mirim, Filipe Toledo foi superado pelo conterrâneo Deivid Silva e pelo potiguar Ítalo Ferreira (vencedor e vice respectivamente). Campeão brasileiro da categoria Iniciantes no ano passado, Deivid, 15, não encontrou moleza, mas foi eficiente na escolha das ondas e na execução das manobras, perfazendo, nas duas melhores ondas, 12.86 pontos, apenas 0.16 a mais do que Ferreira (12.70).

“A final foi, sem dúvidas, a bateria mais difícil que disputei. Até o anúncio do resultado final não deu pra comemorar, porque o Ítalo fez uma onda boa. Agora quero buscar também o título brasileiro da Mirim”, confessa Deivid Silva, ainda ofegante, poucos depois minutos de sair do mar e ser bastante celebrado pelos companheiros de equipe.

Mesmo ficando na quarta colocação por equipes, os cearenses levaram três canecos pra casa. Soberana entre as meninas, Estefany Freitas deu um verdadeiro show e venceu na Open e na Júnior. Atual vice-campeã Júnior do Brasil, a cearense mostrou que não está para brincadeiras. Bastante concentrada, fez tudo certo e não foi páreo para ninguém.

Soberana na Júnior, computou notas 5.50 e 6.80, fez 12.30 pontos no geral, contra 7.30 da segunda colocada, Natalie Paloma, de São Paulo. Já na Open, a coisa foi mais difícil. Com 10.80 pontos, ela venceu apertado Kaena Brandi (10.07), Gilvanilta Ferreira (10.00) e a baiana Janine Saltos (5.30).

Outro cearense campeão foi Gutemberg Silva. Com 11.30 pontos, ele derrotou o paraibano Samuel Igo, o catarinense Leandro Silva e o paranaense Victor Valentim na grande decisão. A escolha de ondas e a frieza foram suas principais estratégias desde a primeira fase, para largar na frente em busca do título brasileiro da temporada.

Pela categoria Iniciantes, o carioca Lucas Silveira também usou de frieza e, é claro, muito talento para derrotar o paraibano Elivelton Santos. O carioca reverteu o placar nos segundos finais e ficou com o título que parecia, desde a primeira fase, que tinha destino certo: a aldeia do Forte, na Baía da Traição (PB), onde mora o pequeno índio, de 13 anos.

Resultados da primeira etapa do Billabong Brasileiro de Surf 2010

Open

1 Gutemberg Silva (CE)- 1.000 pontos
2 Victor Valentim (PR) - 900
3 Samuel Igo (PB) - 810
4 Leandro Silva (SC) - 729

Júnior

1 Filipe Toledo (SP) - 1.000
2 Matheus Navarro (SC) - 900
3 Caue Wood (SC) - 810
4 Diego Micherref - 729

Mirim

1) Deivid Silva (SP) - 1.000
2) Italo Ferreira (RN) - 900
3) Filipe Toledo (SP) - 810
4) Michael Rodrigues (CE) - 729

Iniciantes

1 Lucas Silveira (RJ) - 1.000
2 Elivelton Santos (PB) - 900
3 Victor Bernardo (SP) - 810
4 Edgar Groggia (SP) - 729

Feminino Open

1 Estefany Freitas (CE) - 1.000
2 Kaena Brandi (SP) - 900
3 Gilvanilta Ferreira (RN) - 810
4 Janine Santos (BA) - 729

Feminino Júnior

1 Estefany Freitas (CE) - 1.000
2 Natalie Paola (SP) - 900
3 Jessica Bianca (PE) - 810
4 Paula Gabi - 729

Equipes

1 São Paulo - 206
2 Santa Catarina - 168
3 Paraíba - 158
4 Ceará - 136
5 Rio Grande do Norte - 118
6 Rio de Janeiro - 114
7 Bahia – 110

Fonte: http://waves.terra.com.br/surf/noticia/paulistas-dominam-a-bahia/41722 as 10:29 horas do dia 31/05/2010

Hamilton aproveita "lambança" da Red Bull e vence na Turquia


Do UOL Esporte
Em São Paulo

A Red Bull tinha a vitória nas mãos no GP da Turquia até a 40ª volta, quando o líder Mark Webber e o segundo colocado Sebastian Vettel se tocaram em uma tentativa de ultrapassagem e causaram um acidente. Quem se deu bem foi Lewis Hamilton, que deixou ambos para trás e comandou a segunda dobradinha da McLaren na temporada.


Mesmo depois da batida, o australiano Mark Webber chegou na terceira posição e manteve a liderança do campeonato, seguido de perto por Jenson Button, segundo colocado na Turquia. Vettel, que abandonou a prova após se enroscar com o companheiro, saiu da pista muito bravo, chamando Webber de “louco” através de gestos.


“Ele tocou a minha roda dianteira e eu saí da pista”, reclamou Vettel. Webber, por sua vez, jogou a culpa para o companheiro: “Estávamos lado a lado e então pareceu que ele veio muito rápido pela minha direita, e então fizemos contato”.


Depois da batida entre os dois carros da Red Bull, Lewis Hamilton e Jenson Button protagonizaram uma disputa mais limpa pela liderança, mas quase repetiram a lambança feita por Webber e Vettel. Foi na 49ª volta, quando Button atacou o parceiro e conseguiu a ultrapassagem. Mas Hamilton entrou no vácuo e recuperou o primeiro posto.


O brasileiro Felipe Massa não conseguiu melhorar o rendimento de sua Ferrari e terminou na sétima colocação, somando seis pontos e caindo da quinta para a sétima colocação na classificação. Seu parceiro Fernando Alonso, que largou em 12º lugar, terminou em oitavo e agora tem o quarto lugar no Mundial.


Rubens Barrichello, da Williams, foi prejudicado por uma largada ruim e chegou em 14º, após largar em 15º. Bruno Senna não conseguiu completar a corrida, e Lucas Di Grassi ficou com o 19º lugar.


A prova mostrou que Red Bull e McLaren são os carros mais competitivos do momento. A equipe austríaca leva vantagem na classificação, com sete poles em sete corridas, mas tem dificuldades para concretizar resultados. Já a Ferrari, que completou 800 corridas na Turquia, mostrou baixo rendimento e disputou posições com a Renault.

A corrida
Na largada, Vettel tomou a segunda posição de Hamilton, mas o inglês recuperou o posto ainda na primeira volta. Schumacher, que ultrapassou Button, também perderia a quarta posição em seguida.


Sem acidentes e com poucas ultrapassagens, a largada foi ruim mesmo para Rubens Barrichello, que caiu de 15º para 20º. Mas, antes da primeira parada nos boxes, o piloto da Williams já havia conseguido passar os carros estreantes que estavam à sua frente.

Em segundo lugar, Lewis Hamilton andou muito próximo ao líder Webber até a primeira troca de pneus, quando a McLaren demorou mais do que o normal e permitiu que Vettel tomasse a posição de Hamilton.


Parecia que Webber teria mais tranquilidade na liderança, mas tudo mudou na 40ª volta, quando Vettel ficou lado a lado com o australiano. Os dois se tocaram, Vettel rodou e saiu da pista.


Muito bravo, girou os dedos como se chamasse o companheiro de louco. Mas, após uma passagem pelo trailer da equipe, saiu mais calmo e disse que estava de cabeça quente.

A disputa da McLaren mostrou dois pilotos mais cautelosos. Button já vinha andando mais rápido que Hamilton, mas os pilotos ingleses se respeitaram mais e se mantiveram na pista. O campeão de 2008 manteve a liderança e chegou à sua primeira vitória na temporada de 2010.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/f1/corridas-e-circuitos/corrida/2010/05/30/hamilton-aproveita-lambanca-da-red-bull-e-vence-na-turquia.jhtm as 10:33 hrs do dia 31/05/2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Com um a mais, São Paulo se vinga do Cruzeiro e espanta "trauma nacional"


Carlos Padeiro
Em São Paulo

O São Paulo está nas semifinais da Copa Libertadores. Na noite desta quarta-feira, a equipe tricolor atuou com um atleta a mais desde os 2min do primeiro tempo, no Morumbi, e bateu o Cruzeiro por 2 a 0, com gols de Hernanes e Dagoberto, para sacramentar a vaga entre os quatro melhores da América.

Os comandados de Ricardo Gomes aguardam o vencedor de Estudiantes e Internacional como próximo adversário. Mas também podem pegar o Flamengo, caso os cariocas se classifiquem e os gaúchos sejam eliminados.

“Fizemos uma marcação forte e mostramos muito empenho. É assim que se ganha uma Libertadores. Temos totais condições de conquistar o título. Estamos fortes na briga. Vencemos duas vezes o Cruzeiro, um adversário que nos deu uma prova grande de nossa força na competição”, comentou o atacante Fernandão.

Assim, o clube paulista encerra um trauma que ganhou corpo nas últimas quatro edições do torneio continental. De 2006 para cá, os são-paulinos sucumbiram diante de rivais brasileiros no mata-mata internacional - Inter, Grêmio, Fluminense e Cruzeiro, na sequência, eliminaram os paulistas.

Mais do que isso, o time tricolor se vinga dos cruzeirenses. Em 2009, foi o clube celeste quem fez a festa no Morumbi, também pelas quartas de final da Libertadores, quando ganhou pelo mesmo placar: 2 a 0.

Os representantes de Minas Gerais deixaram o estádio reclamando da arbitragem por conta da expulsão de Kléber em um dos primeiros lances do confronto.

O “Gladiador” era dúvida, foi escalado por Adilson Batista e ficou em campo menos de dois minutos. Ele partiu com a bola para o ataque marcado por Richarlyson. O árbitro uruguaio Jorge Larrionda assinalou falta e expulsou o cruzeirense, alegando que ele desferiu uma cotovelada no adversário.

“O Cruzeiro foi prejudicado, infelizmente o juiz acabou com o nosso trabalho com um minuto de jogo, mas isso acontece. Vamos levantar a cabeça e buscar o título brasileiro”, comentou o camisa 25 celeste. Ele acredita que com 11 jogadores a situação poderia ter sido diferente.

No ano passado, no mesmo Morumbi e também pelas quartas de final da Copa Libertadores, era o São Paulo quem precisava ganhar, já que o rival mineiro havia vencido o primeiro confronto. E foi a equipe de Muricy Ramalho que ficou com um a menos ainda no primeiro tempo, quando Eduardo Costa recebeu o vermelho. O time celeste soube aproveitar e triunfou por 2 a 0.

Agora o filme se inverteu. Com um a mais, o time da casa foi para cima, apoiado pela torcida e começou a dar trabalho para o goleiro Fábio, que realizou boas defesas após finalizações de Marlos e Fernandão, antes dos dez minutos de bola rolando.
O time de Minas, mesmo com um a menos, apresentou volume de jogo no início. Chegou ao ataque pelos lados do campo, porém sentiu falta de uma referência na área, vaga que seria ocupada por Kléber.

Aos 23min, a superioridade numérica são-paulina transformou-se em vantagem no placar. Junior Cesar fez bela jogada pela esquerda e rolou para Hernanes chutar forte. Fábio ainda tocou na bola, mas não evitou a festa no Morumbi.
“Foi uma jogada boa, com um drible bonito, e o mais importante é que fizemos o gol. Agora é ter atenção porque restam 45 minutos e precisamos tratar o adversário com respeito”, declarou Junior Cesar ao Sportv, em relação à sua participação no gol de Hernanes.

Os comandados de Ricardo Gomes ainda tiveram mais chances para ampliar a vantagem. Richarlyson até arriscou um chute quase do meio-campo, tentando surpreende Fábio, que voltava após sair da área. A bola foi por cima do gol.

Adilson Batista ousou na volta para a etapa final. Sacou o volante Fabrício para a entrada do centroavante Wellington Paulista.

Porém nem deu tempo para o conjunto visitante tentar uma reação. Aos 8min, Junior Cesar fez o lançamento, Fernandão desviou de cabeça e colocou Dagoberto na cara do gol. O camisa 25 tricolor dominou e bateu com categoria, por cobertura na saída de Fábio.

Os torcedores entoaram os gritos: “eliminado, eliminado” e “o campeão voltou”. A partir daí, o time da casa administrou o resultado. Os mais de 52 mil pagantes também cantaram “Olé, olé”.

De 1992 para cá, é a sétima vez que o São Paulo chega às semifinais do torneio continental. No total, são nove, considerando-se que a fase de grupos com três participantes antes da final, na década de 1970, era também uma semi.
Mas para saber seu destino em 2010 terá que esperar até o segundo semestre, já que as semfinais serão disputadas após a Copa do Mundo da África do Sul.

SÃO PAULO X CRUZEIRO

São Paulo
Rogério Ceni; Alex Silva, Miranda (Xandão) e Richarlyson (Jean); Cicinho, Rodrigo Souto, Hernanes, Marlos e Junior Cesar; Dagoberto (Fernandinho) e Fernandão
Técnico: Ricardo Gomes

Cruzeiro
Fábio, Jonathan (Thiago Heleno), Leonardo Silva, Gil e Diego Renan (Elicarlos); Fabrício (Wellington Paulista), Marquinhos Paraná, Henrique e Gilberto; Thiago Ribeiro e Kléber
Técnico: Adilson Batista

Data: 19/05/2010, quarta-feira
Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Pablo Fandiño e Mauricio Espinoza (ambos do URU)
Público: 52.196 pagantes
Renda: R$ 2.871.619,25
Gols: Hernanes, aos 23min do primeiro tempo; Dagoberto, aos 8min do segundo tempo
Cartões amarelos: Richarlyson, Rodrigo Souto, Dagoberto, Alex Silva (SP); Marquinhos Paraná (C)
Cartões vermelhos: Kléber (C)

http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/libertadores/ultimas-noticias/2010/05/19/com-um-a-mais-sao-paulo-se-vinga-do-cruzeiro-e-espanta-trauma-nacional.jhtm

Sanções ao Irã dividem membros rotativos do Conselho de Segurança da ONU

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Liderados pelos Estados Unidos, o grupo de membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas – composto também por Reino Unido, França, Rússia e China –, esboçou nesta semana uma resolução para impor novas sanções ao Irã por seu controverso programa nuclear. O movimento, que costumava resolver impasses no passado, pode terminar sem legitimidade, já que os dez integrantes rotativos do órgão se dividem sobre o que fazer na disputa entre Teerã e o Ocidente.

Cinco deles terminam sua passagem pelo Conselho no fim deste ano: Áustria, Japão, México, Turquia e Uganda. No fim de 2011, acabam os mandatos de Bósnia Herzegovina, Brasil, Gabão, Líbano e Nigéria. Os membros rotativos são indicados depois de negociações regionais para que haja pelo menos um membro de cada área do planeta representado no principal órgão da ONU.
Dois dos membros não-permanentes, Brasil e Turquia, fecharam com o regime iraniano o primeiro acordo assinado desde o início da disputa, que só se intensifica há três anos. Uma vez que o acerto não impede os iranianos de enriquecerem urânio, as potências ocidentais não deram crédito à teocracia islâmica e podem fazer pressão econômica nas próximas semanas para ganharem votos no Conselho de Segurança.

A posição dos brasileiros influencia, de acordo com diplomatas, o silêncio do México sobre o assunto: embora seja um grande aliado dos EUA, o presidente Felipe Calderón calcula que não se beneficiaria assumindo uma posição antagônica à da potência regional em ascensão. Tampouco satisfaria à chancelaria mexicana um protagonismo exagerado de Lula, o que ofuscaria seu pleito de também ter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, como faz o Brasil.

Um dilema parecido é vivido pela Bósnia Herzegovina, cujo voto é decidido por uma Presidência tripartite, composta por um muçulmano, um cristão ortodoxo e um católico. Durante a guerra nos Bálcãs, na década de 90, norte-americanos e iranianos ajudaram a nova nação a surgir. Até agora, os bósnios se limitaram a dizer que querem expandir suas relações políticas, culturais e econômicas com a teocracia islâmica, sem condenar nem aprovar o programa nuclear contestado pelo Ocidente.
Presidente do Conselho até o fim de maio, o Líbano também é pressionado pelo papel importante da Turquia no processo, mas já sinalizou interesse em permitir a continuidade das negociações. Mas, assim como no caso de países africanos no grupo, a pressão econômica das potências europeias e dos EUA poderá levar os libaneses para o campo das potências ocidentais e minar os interesses do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e do premiê turco, Recep Tayyip Erdogan.
Africanos
Considerados os países mais flexíveis entre os membros rotativos do Conselho, Gabão, Uganda e Nigéria foram alvos de uma ofensiva diplomática do Irã no passado recente. Mesmo assim, interlocutores nas potências vazaram pela mídia que perdão de dívidas ou benefícios comerciais poderiam fazer essas nações tomarem lado contra Teerã.

No ano passado, em meio à crise nuclear, um ministro do Gabão chegou a dizer que o aiatolá Ruhollah Khomeini, que em 1979 transformou o Irã em uma teocracia islâmica, é “um grande líder dos movimentos religiosos, especialmente entre os países africanos”. A proximidade do país com a França, no entanto, pode afetar Teerã.

A Nigéria, cujo presidente é o recém-instalado Goodluck Jonathan, tem discutido energia com o Irã – já que os dois países são majoritariamente muçulmanos e produtores de petróleo. O interesse dos nigerianos por energia nuclear o aproximou de Teerã, mas o Ocidente pode ameaçar as exportações petrolíferas do país e levá-lo a referendar as sanções contra o Irã.

No início deste ano, o presidente de Uganda, Yoweri Kaguta Museveni, criticou as potências por “manterem sua hegemonia sobre nós”. Buscou expandir laços com Teerã – uma vez que o país também é majoritariamente islâmico. Ao mesmo tempo, Kampala tem relacionamento estreito com os EUA, que dão assistência financeira de mais de US$ 500 milhões por ano.
Próximos das sanções
Embora sem a mesma ênfase das outras potências, o Japão, que também pleiteia cadeira permanente no Conselho de Segurança, afirmou que “não vai se opor” a eventuais sanções sobre Teerã. O país, cheio de problemas internos na gestão do premiê Yukio Hatoyama, depende das exportações de petróleo do Irã, mas mantém relações tensas com o regime desde a revolução de 1979.
A adesão do Japão às sanções ganha importância no caso de a China voltar atrás e pedir mais negociações, conforme exortaram Brasil e Turquia. Os chineses são os maiores parceiros comerciais dos iranianos.

A Áustria chegou, em 2008, a promover ao lado da Itália esforços conjuntos para evitar medidas contra o Irã. Mais tarde, atraiu reclamações de norte-americanos, britânicos e franceses por sua indecisão. Neste ano, no entanto, o governo de centro-esquerda do país afirmou que “é necessário reagir” ao programa nuclear do Irã. Os dois países têm antiga cooperação comercial no setor de energia.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/05/20/sancoes-ao-ira-dividem-membros-rotativos-do-conselho-de-seguranca-da-onu.jhtm as 09:52 horas do dia 20/05/2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Irã assina acordo nuclear proposto por Brasil e Turquia


O Irã concordou em enviar urânio para ser enriquecido no exterior, como parte de um acordo negociado em Teerã entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan.


O porta-voz do Ministério do Exterior do país, Ramin Mehmanparast, disse que o país vai enviar 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento (3,5%) para a Turquia em troca de combustível para um reator nuclear a ser usado em pesquisas médicas em Teerã.


O entendimento anunciado nesta segunda-feira e assinado em frente a jornalistas em Teerã tem como base a proposta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, órgão da ONU), do final do ano passado, que previa o enriquecimento do urânio iraniano em outro país em níveis que possibilitariam sua utilização para uso civil, não militar.


Analistas acreditam que a adoção de uma proposta que segue as linhas do que foi negociado na ONU poderia esfriar os ânimos dentro do Conselho de Segurança da organização e evitar uma nova rodada de sanções, como defendem os Estados Unidos.

Entretanto, o correspondente da BBC em Istambul, Jonathan Head, disse que mesmo entre as autoridades do Ministério do Exterior turco existe um ceticismo pela possibilidade de que o Irã esteja acenando com boa vontade, mas pouco disposto a cooperar na questão nuclear.


Poucos minutos após o anúncio do acordo, Israel criticou o Irã, afirmando que Teerã está "manipulando" o Brasil e a Turquia.


Os dois países são membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU e querem evitar as sanções.


Alguns integrantes do Conselho - principalmente os Estados Unidos - desconfiam das intenções do programa nuclear iraniano.


O Irã afirma que ele tem fins pacíficos, e que o país não pretende desenvolver armas nucleares.


Suspense Os termos do acordo serão submetidos à AIEA, anunciou o Irã. Se for aceito, os 1.200 quilos de urânio iraniano com baixo enriquecimento ficará guardado na Turquia sob vigilância turca e iraniana.


Em troca, após um ano, o Irã tem direito de receber 120 quilos de material enriquecido a 20% procedente da Rússia e da França.


A expectativa era de que um novo entendimento com os iranianos fosse anunciado ainda no domingo, mas o assunto não foi comentado nem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tampouco pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, durante o encontro bilateral.

Inicialmente, o premiê Erdogan era esperado para um encontro trilateral com os líderes brasileiros e iraniano, mas acabou desistindo da viagem sob o argumento de que a o Irã não estaria "comprometido" com o acordo proposto.


No fim, Erdogan acabou viajando a Teerã, onde chegou nas primeiras horas da segunda-feira.


O suspense indica que a diplomacia para chegar a um acordo foi "complexa", segundo as palavras do próprio ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em entrevista ao jornal "Washington Post".


Na sexta-feira, em encontro com Lula em Moscou - primeira parada desta viagem de Lula ao exterior -, o presidente russo, Dmitri Medvedev, disse que a proposta do Brasil e da Turquia seria a última chance do Irã de evitar as sanções da ONU.
Gestos de boa vontade No domingo, Lula se encontrou com o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e com o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad.


A agência oficial iraniana IRNA noticiou que Khamenei elogiou o Brasil. Segundo a agência de notícias AFP, Ahmadinejad também fez elogios ao Brasil. Lula e Ahmadinejad discursaram em um evento para empresários dos dois países, mas nenhum dos dois mencionou a questão nuclear.


Ainda no domingo, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, divulgou uma nota em que agradece aos governos de Brasil, Síria e Senegal por seus esforços em prol da libertação da professora francesa Clotilde Reiss, que estava presa em Teerã desde o ano passado.


Reiss havia sido condenada em julho do ano passado por dez anos de prisão por espionagem e por ter enviado fotografias por e-mail mostrando protestos contra o governo iraniano.


O anúncio da libertação foi feito neste sábado, dia da chegada do presidente Lula a Teerã.


Segundo fontes da diplomacia brasileira, o presidente Ahmadinejad teria dito a Lula que a libertação da professora francesa foi um "presente" do governo iraniano ao presidente brasileiro.


Nesta segunda-feira, o presidente brasileiro participa de uma reunião do G15, um grupo de cooperação entre países em desenvolvimento não-alinhados. Além de Brasil e Irã, participam do G15 Argélia, Argentina, Chile, Egito, Índia, Indonésia, Jamaica, Malásia, México, Nigéria, Quênia, Senegal, Sri Lanka, Venezuela e Zimbábue.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/bbc/2010/05/17/ira-assina-acordo-nuclear-proposto-por-brasil-e-turquia.jhtm as 07:56 hrs do dia 17/05/2010.

Webber vence em Mônaco e Red Bull põe dupla na liderança do Mundial


Do UOL Esporte
Em São Paulo*


O australiano Mark Webber fez valer a vantagem da pole position em Mônaco e venceu de ponta a ponta a corrida deste domingo, assumindo a liderança do campeonato, empatado em número de pontos com seu companheiro Sebastian Vettel, segundo colocado.


Foi a segunda dobradinha da Red Bull neste ano e, depois de seis poles em seis corridas, a equipe austríaca finalmente converteu a superioridade do carro em pontos no campeonato, colocando seus dois pilotos na liderança do Mundial.
Com 78 pontos, Webber e Vettel estão empatados na ponta, mas o australiano leva vantagem pelo número de vitórias, já que foi o vencedor também na prova anterior, na Espanha.


Fernando Alonso conseguiu se recuperar após ter largado dos boxes e chegou na sexta colocação, superando o seu objetivo inicial de entrar na zona de pontuação. O espanhol foi ultrapassado na última curva por Schumacher, mas o alemão foi punido em 20 segundos por causa da bandeira amarela e ficou em 12º. A Mercedes entrou com uma apelação na FIA.


Já Felipe Massa, que saiu em quarto, chegou em quarto. O brasileiro subiu de sétimo para quinto lugar na classificação, com 61 pontos, mas viu Alonso somar 73 e se firmar na terceira colocação.


Hamilton, tímido durante a prova, chegou na mesma quinta posição em que largou, e agora tem os mesmos 59 pontos de Robert Kubica, da Renault, que chegou ao pódio ficando com a terceira colocação em Monte Carlo.


Líder do Mundial até então, o inglês Jenson Button teve problemas mecânicos e abandonou no começo da prova. Agora, ele está em quarto lugar na tabela, com os mesmos 70 pontos de antes.


Rubens Barrichello, que largou bem e chegou a assumir a sexta posição, abandonou após uma batida. Lucas di Grassi e Bruno Senna também não terminaram a prova, devido a problemas mecânicos.


Já o alemão Michael Schumacher conseguiria superar o companheiro de Mercedes chegando em sexto, mas o "pulo do gato" em cima de Alonso na última curva foi invalidado. Rosberg, por sua vez, acabou com a sétima posição.

A corrida


Os pilotos foram conservadores na largada, e no pelotão da frente, apenas Vettel ganhou posição, ultrapassando Kubica para ficar em segundo. Mais atrás, Barrichello deixou até Schumacher para trás e assumiu o sexto lugar temporariamente.
O brasileiro sofreria um acidente parecido com o do seu companheiro de Williams, Nico Hulkenberg. O novato alemão bateu sozinho na saída do túnel, aparentemente com o pneu furado. Barrichello teria o mesmo problema 30 voltas depois.
Após a batida de Hulkenberg, o safety car ficou na pista por sete voltas. Esse intervalo serviu para que Alonso fizesse a sua troca obrigatória de pneus e ganhasse um tempo fundamental para a sua sexta posição final.
Ainda durante a primeira bandeira amarela, o inglês Jenson Button parou na pista, devido a um problema mecânico, com o carro soltando fumaça.
Depois disso, na TV, só Alonso aparecia. O espanhol, que largou dos boxes devido a uma troca de chassi no sábado, ultrapassou um a um os pilotos de equipes estreantes. O brasileiro Lucas di Grassi foi o que mais resistiu, “travando” o piloto da Ferrari por duas voltas e causando até gestos de irritação.
Muitas ultrapassagens e pit stops depois, Alonso apareceu no sexto lugar. E, com a Red Bull fazendo trocas de pneus em 3s9, Webber e Vettel só aumentaram a vantagem na liderança. Levaram o carro para casa e asseguraram a segunda vitória seguida da Red Bull.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/f1/corridas-e-circuitos/2010/corrida/gp-de-monaco.jhtm as 08 hrs do dia 17/05/2010